Nesta segunda-feira (20), a Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ) promoveu o evento Limitações da Inteligência Artificial: Porque a inteligência artificial não pode substituir a mente humana, com a presença do ministro da Suprema Corte da Polônia Mariusz Zalucki.
O encontro aconteceu presencialmente no Auditório Desembargador Joaquim Antônio de Vizeu Penalva Santos, com transmissão via plataforma Zoom e tradução simultânea para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Abertura
O diretor-geral da EMERJ, desembargador Cláudio Luís Braga dell’Orto, destacou: “É um prazer recebê-los nesse evento Limitações da Inteligência Artificial: Porque a inteligência artificial não pode substituir a mente humana. Certamente é um dos debates mais importantes do momento. Será que os nossos cérebros vão receber as informações diretamente dos equipamentos e computadores? Será que essas informações vão chegar diretamente verificadas pelas plataformas que fazem essas intermediações? Esses arquivos digitais são falsos ou verdadeiros? São questões que nos afligem.”
Palestrantes
O ministro da Suprema Corte da Polônia Mariusz Zalucki proferiu: “Estamos aqui para discutir a inteligência artificial de uma perspectiva judiciária e eu acredito que esse tema é muito controverso. No futuro, um robô juiz vai substituir um juiz humano. Eu sei que essa discussão é desafiadora, porque quando começamos a falar de inteligência artificial, a nossa confiança na tecnologia pode desaparecer repentinamente e o progresso pode significar medo. Eu sinto que esse sentimento surge especialmente quando falamos de uma possível aplicação da inteligência artificial no Judiciário.”
E, ao fim de sua fala, o ministro pontuou: “A IA não é um sonho e sua utilização no sistema de justiça é uma realidade que vai aumentar ainda mais no futuro.”
A professora da University of Rzeszów Dra. Beata Stępień-Załucka concluiu: “Hoje, as coisas mais preciosas que podemos ter não são anéis de diamantes, mas os dados, as informações. Durante o século XXI, que é o século da revolução da informação, a informação é preciosa não apenas porque está conectada com dinheiro, mas porque é comida, é alimento para os algoritmos, e esse foi o primeiro momento em que vimos que os algoritmos podem trabalhar e pensar como humanos.”
Mediação
Para a mediação, o evento recebeu a vice-presidente do Fórum Permanente de Direito Eleitoral e Político Desembargador Antônio Jayme Boente da EMERJ, Vânia Siciliano Aieta, que destacou sobre o processo eleitoral no Brasil: “A liberdade de expressão, como qualquer outro direito, precisa ser modulada. Esse discurso raivoso de que a justiça eleitoral atenta contra a liberdade de expressão é discurso de grandes profissionais, juristas, muitos deles famosos interlocutores dessa matéria, mas que são advogados das plataformas e defendem os interesses de seus clientes, o que é legítimo, mas a justiça defende o direito da sociedade. A justiça não é advogada de parte e precisa fazer o que tem que ser feito.”
Encerramento
Ao término da reunião, o diretor-geral da EMERJ, desembargador Cláudio Luís Braga dell’Orto, entregou ao ministro da Suprema Corte da Polônia Mariusz Zalucki uma placa em homenagem a sua participação no encontro: “Em reconhecimento a sua contribuição como conferencista nesse evento, manifestando a gratidão do Conselho Consultivo e de todos os colaboradores da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro.”

Assista
Para assistir na íntegra, acesse: https://www.youtube.com/live/awg8q3-mXUc?si=fyr38cIYQGyziHQi
Fotos: Jenifer Santos
20 de outubro de 2025
Departamento de Comunicação Institucional (DECOM)