O Fórum Permanente de Estudos Constitucionais, Administrativos e de Políticas Públicas Professor Miguel Lanzellotti Baldez e o Fórum Permanente do Direito da Antidiscriminação da Diversidade Sexual, ambos da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ), em parceria com o Centro Cultural do Poder Judiciário do Rio de Janeiro (CCPJ-RJ) e a Editora Amanuense, realizaram, nesta segunda-feira (9), a Exposição Translúcida.
O evento aconteceu presencialmente no antigo Tribunal do Júri – Prédio Histórico Desembargador Caetano Pinto de Miranda Montenegro.

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Sebastião Reis, responsável pelas 45 fotos do livro que dá nome à mostra e que destaca as presas transexuais do Centro de Detenção Provisória – Pinheiros 2, em São Paulo, relatou: “Eu tinha visitado o Pinheiros 2 alguns anos antes da pandemia e fiquei muito mexido com a situação. Muitas presas me disseram que, pela primeira vez, estavam sendo tratadas como mulheres e que todas elas, sem exceção, se mostraram extremamente preocupadas com o futuro: o que seria delas quando cumprissem a sua pena e saíssem. Passou a pandemia e eu tive a ideia de fazer um ensaio com elas.”
Roda de conversa
A presidente do Fórum Permanente de Estudos Constitucionais, Administrativos e de Políticas Públicas Professor Miguel Lanzellotti Baldez e magistrada responsável pelo CCPJ-RJ, desembargadora Cristina Tereza Gaulia, conduziu a abertura do evento e ressaltou: “Quero agradecer ao ministro Sebastião Reis por nos ter dado a oportunidade de inaugurar o ciclo de exposições. É um trabalho que tem uma linha de tornar visíveis os invisíveis sociais. Então, a pauta é extremamente importante.”

O diretor-geral da EMERJ, desembargador Cláudio dell’Orto, participou da roda de conversa da exposição e declarou: “Nós precisamos realmente investir em um esforço necessário para que a gente possa fazer, com o Poder Judiciário, com que toda essa atividade que nós exercemos sejam atividades voltadas a cumprir essa função de garantia de uma sociedade livre, democrática, pluralista e sem preconceito.”
A presidente do Fórum Permanente de Direito, Arte e Cultura, desembargadora Andréa Maciel Pachá, enfatizou: “O ministro Sebastião tem uma maneira muito própria de enxergar a vida e isso é revelado pelas imagens que ele, invariavelmente, faz. Essa exposição é uma experiência única que foi um mergulho em um estabelecimento prisional.”

O presidente do Fórum Permanente do Direito da Antidiscriminação da Diversidade Sexual e membro do Fórum Nacional de Promoção dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ do CNJ, juiz Eric Scapim Cunha Brandão, concluiu: “Garantir a existência das pessoas é garantir a sobrevivência no mundo. É com muita felicidade que vejo esta exposição.”
Inauguração de exposição e lançamento de livro
Durante o evento, teve o lançamento da 2ª edição do livro Translúcida.

Fotos: Diego Antunes
9 de março de 2026
Departamento de Comunicação Institucional (DECOM)