O Centro Cultural do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro (CCPJ-RJ) e o Fórum Permanente de Hermenêutica e Decisão da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ) realizaram, nesta quinta-feira (26), o evento Observatório em Diálogo: Os aprendizes de feiticeiro e os limites da IA.
O encontro aconteceu no Auditório Desembargador Nelson Ribeiro Alves, na sede do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ).

Debate
O evento contou com um debate sobre o livro Robô não desce escada e trapezista não voa: os limites dos aprendizes de feiticeiro, de autoria de Lenio Streck, professor, doutor em Direito e presidente do Fórum Permanente de Hermenêutica e Decisão da EMERJ, que proferiu: “Eu não quero voltar ao ábaco, nem quero escrever a lápis. Eu gosto da tecnologia. Outro dia alguém disse que eu fazia críticas à inteligência artificial porque eu me comportava como o fabricante de velas quando inventaram a luz elétrica. ‘Ela é apenas um instrumento’, dirá outro. ‘Assim como é um cinzel’, disse, outro dia, alguém. Eu digo, ‘ótimo, é como um cinzel. Peça para o cinzel fazer uma petição para você’. Não é a mesma coisa. Portanto, a tecnologia não é um instrumento no sentido clássico de instrumento. Dois vencedores do Prêmio Nobel de Economia disseram, na semana passada, que a tecnologia ameaça o emprego da classe média e que será uma grande crise. Essa é uma coisa para a gente refletir.”
O debate foi moderado pelo diretor do Observatório de Pesquisas Felippe de Miranda Rosa do CCPJ-RJ, Luã Jung.
Fotos: Diego Antunes
26 de março de 2026
Departamento de Comunicação Institucional (DECOM)