O diretor-geral da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ), desembargador Cláudio dell´Orto, participou, nesta quarta-feira (29), do Encontro Nacional dos Magistrados da Infância e da Juventude no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ).
O evento é promovido pela Associação Brasileira de Magistrados da Infância e da Juventude (Abraminj) e acontece no Auditório Desembargador Antônio Carlos Amorim.

O desembargador Cláudio dell´Orto esteve presente como palestrante no segundo painel A Inteligência Artificial na Infância, onde apresentou o tema Desafios da IA na Jurisdição da Infância e Juventude, e proferiu: “Para mim, é uma honra muito grande poder participar deste evento, tive uma experiência muito rica na área da Infância e Juventude, na época ainda como juiz auxiliar do então juiz da Infância e da Juventude Siro Darlan de Oliveira. Eu presido o comitê gestor de IA do nosso Tribunal de Justiça e tem sido, também, uma experiência muito rica, pois me dedico há alguns anos a pesquisar, nessa área da tecnologia, o uso da tecnologia no judiciário. A inteligência artificial, cujo nome, talvez, seja o pior possível quando se fala em “inteligência” e “artificial”, parecem coisas um pouco antagônicas, ou é inteligente ou é artificial. A questão é que temos o homo digitalis. Somos, hoje, uma sociedade onde essa construção, através do raciocínio e da inteligência humana, permitiu que nós capturássemos a realidade, a transformando em conjuntos binários, em uma lógica matemática, no sentido de zeros e uns, ou seja: sim ou não, ligado ou desligado; fazendo com que os nossos sentidos tenham uma capacidade muito maior do que teríamos utilizando apenas as nossas conexões neurais. É bastante interessante, porque a evolução tecnológica permite que haja um aprofundamento da neurociência. Hoje, as empresas de tecnologia estão muito mais interessadas em saber como, de fato, as conexões neurais funcionam, para permitir que, talvez futuramente, o nosso cérebro seja capaz de capturar a realidade utilizando gadgets, equipamentos que podem falar diretamente ao cérebro humano. As crianças e os adolescentes cada vez mais estão sendo educados e treinados para essa conexão neural diretamente com as máquinas. Isso é uma realidade que está acontecendo, e que o ECA digital vem tentando trazer alguma luz, agora, dentro da lógica da Agência Nacional de Proteção de Dados, também uma autoridade central capaz de gerenciar essas atividades e estabelecer algum limite.”

O painel ainda contou com a exposição do tema Descomplicando a IA para a Justiça da Infância e Juventude pelo juiz do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), Paulo Fadigas.
A mesa teve a coordenação do juiz do TJRJ e presidente do Fórum Nacional da Justiça Protetiva (FONAJUP), Daniel Konder de Almeida.
A programação do encontro teve início na terça-feira (28) e segue até quinta-feira (30).
Foto: Diego Antunes
29 de abril de 2026
Departamento de Comunicação Institucional (DECOM)