O Fórum Permanente de Estudos Clássicos, Direito e História da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ) realizou, nesta quarta-feira (6), o encontro O Luto na Antiguidade Clássica.
O evento aconteceu presencialmente no Auditório Desembargador Paulo Roberto Leite Ventura, com transmissão via plataforma Zoom e tradução simultânea para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Abertura
A abertura do encontro foi realizada pelo presidente do fórum e doutor em Metafísica pela Unb, desembargador Carlos Gustavo Direito, que declarou: “Hoje, o nosso tema é sobre o luto na Antiguidade que é muito interessante. Temos três especialistas para falar sobre a questão do luto no mundo antigo, que está muito presente no nosso dia a dia. Fazendo esse diálogo, é possível trazer pessoas jovens, com outros interesses, para o mundo clássico. Ver como é importante reinterpretar esse mundo clássico com a visão que temos hoje do mundo, vendo as nossas diferenças.”

Palestrantes
Para palestrar sobre o tema, o encontro recebeu a professora de Língua e Literatura Latina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutora em Letras Clássicas pela UFRJ, Katia Teonia, que proferiu: ”A ideia da minha fala é fazer uma apresentação um pouco mais abrangente do entendimento do luto na Roma antiga, a partir de Cícero e Sêneca, dois autores latinos com os quais estamos sempre dialogando a respeito de vários temas. São autores que tocaram de forma embrionária ou de forma mais aprofundada em temas muitos diversos que nos interessam.”

A professora associada com agregação na Universidade da Madeira (UMa) e doutora em Letras pela UMa, Cristina Santos Pinheiro, destacou: “Revisito, hoje, um tema em que trabalhei durante muitos anos, tema da minha tese de doutoramento, que foi publicada em 2012, com o título A dor da mãe pela perda do filho na Literatura latina. A descrição da dor da mãe que perdeu o seu filho, tal como ela é representada em algumas obras fundamentais da Literatura latina, constituiu o núcleo fundamental desta pesquisa. Escrever sobre morte e luto foi importante, para mim, naquela altura, e me ajudou, de certo modo, a entender a maternidade. Na dor da mãe acaba-se qualquer perspectiva de futuro, destrói-se também a sensualidade, a possibilidade de outros filhos e de outras perdas em uma imagem de um aniquilamento que é múltiplo e irreversível. “

A historiadora e pesquisadora, doutora em História Social pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal Fluminense (PPGH-UFF), Camila Alves Jourdan, concluiu: “Hoje, eu apresento um recorte da minha atual pesquisa em que vou me debruçar sobre as performances do luto, as práticas funerárias sobre a regulamentação na Antiguidade grega. O recorte que eu faço se detém em relação à normativização e legislação na Antiguidade da Grécia. Eu começo indo para o período arcaico, em que a Ilíada constitui um documento privilegiado para a investigação do luto no mundo grego arcaico e a articulação entre experiência afetiva, expressão corporal e normatividade social em um contexto anterior à codificação jurídica mais sistemática dessas práticas.”

Assista
Para assistir na íntegra, acesse: https://www.youtube.com/watch?v=JkSaFtQ6YJk
Fotos: Diego Antunes
6 de maio de 2026
Departamento de Comunicação Institucional (DECOM)