A Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ) realizará, no dia 1º de julho, às 17h, a cerimônia do Prêmio EMERJ Mulheres do Ano – Troféu Romy 2026, em sua 6ª edição, com a entrega da honraria a cinco mulheres que se destacam em diferentes áreas de atuação e contribuição à sociedade brasileira.
A solenidade será presidida pelo diretor-geral da EMERJ, desembargador Cláudio dell’Orto, responsável pela abertura do evento.
O evento será realizado no Auditório Desembargador Antônio Carlos Amorim, localizado na Avenida Erasmo Braga, nº 115, 4º andar, Centro, Rio de Janeiro, com transmissão ao vivo pelo canal da EMERJ no YouTube e tradução para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Confira a lista das homenageadas:
A ministra Maria Thereza Rocha de Assis Moura
A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Maria Thereza Rocha de Assis Moura é reconhecida nacionalmente por sua destacada atuação na magistratura e no Direito Penal. Com sólida trajetória no Poder Judiciário, consolidou-se como uma das mais respeitadas juristas brasileiras, contribuindo significativamente para o desenvolvimento da jurisprudência penal e processual penal no país.
A professora doutora Hildete Pereira de Melo Hermes de Araújo
A professora doutora Hildete Pereira de Melo Hermes de Araújo é uma das mais destacadas economistas brasileiras, com trajetória marcada pela excelência acadêmica, pelo pioneirismo nos estudos de gênero e pela atuação histórica em defesa da democracia e dos direitos das mulheres. Ativista feminista desde 1976, esteve entre as introdutoras dos estudos sobre relações de gênero na universidade brasileira, contribuindo decisivamente para a consolidação da economia feminista e dos estudos sobre a história das mulheres no Brasil.
A representante residente da ONU Mulheres no Brasil, Gallianne Palayret
A advogada especializada em direitos humanos internacionais e representante residente da Organização das Nações Unidas (ONU) Mulheres no Brasil, Gallianne Palayret, possui mais de 20 anos de experiência na promoção da igualdade de gênero, da saúde e dos direitos sexuais e reprodutivos, bem como na defesa dos direitos de mulheres e meninas em diferentes regiões do mundo. Sua atuação internacional consolidou-se como referência em políticas globais de proteção feminina e em redes institucionais de enfrentamento à violência de gênero.
A professora doutora Odete Medauar
A professora doutora Odete Medauar é uma das mais respeitadas juristas brasileiras, referência nacional no Direito Administrativo e no Direito Público. Mestre, doutora e livre-docente pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), foi professora titular de Direito Administrativo da mesma instituição. Autora de obras fundamentais para o pensamento jurídico brasileiro, entre elas Direito Administrativo Moderno, Controle da Administração Pública, A Processualidade no Direito Administrativo e A Legalidade Administrativa, consolidou-se como uma das mais importantes vozes do pensamento jurídico contemporâneo no Brasil.
A bailarina Ana Botafogo
A primeira bailarina do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Ana Botafogo, é considerada pelo público e pela crítica uma das mais importantes bailarinas do cenário brasileiro. Iniciou sua carreira profissional na França, integrando o Ballet de Marseille, de Roland Petit, e, em 1981, ingressou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro como primeira bailarina, cargo que ocupa até hoje. Ao longo de sua trajetória, apresentou-se em importantes festivais e companhias nacionais e internacionais, além de atuar como diretora artística do Ballet do Theatro Municipal entre 2015 e 2018. Recebeu diversas homenagens e distinções culturais, entre elas a Ordem do Mérito Cultural, a Medalha Pedro Ernesto e o título de Chevalier dans l’Ordre des Arts et des Lettres, concedido pelo Ministério da Cultura da França.
História da Premiação
Romy Medeiros idealizou a premiação das “Mulheres do Ano” no ano de 1966, quando presidia o Conselho Nacional de Mulheres do Brasil (CNMB). À época, ela destacou a importância do prêmio: “Por mais que existam avanços, os direitos das mulheres ainda não estão plenamente iguais aos dos homens. A premiação é uma forma de colocar em evidência e homenagear as mulheres de valor.”
De acordo com Romy Medeiros, as indicações das Mulheres do Ano chegavam de todas as partes do Brasil, abrangendo todos os setores da sociedade: Justiça, Jornalismo, Política, Meios de Comunicação, Cultura, Educação, Artes, Economia, Literatura, entre muitos outros, podendo variar de ano a ano.
“A inclusão cada vez maior de mulheres ambientalistas nesta premiação mostra, por um lado, que meio ambiente é uma área na qual temos nos destacado e, por outro, aponta o reconhecimento da sociedade de que o tema é cada vez mais relevante para a ciência social”, apontou Romy Medeiros, durante o evento de entrega do prêmio de 1994.
Romy Medeiros e a EMERJ
Em 30 de junho de 2021, a EMERJ celebrou o centenário de nascimento da jurista e feminista Romy Medeiros. Como Romy fez por anos, mulheres que se destacaram receberiam a última edição do troféu Mulheres Brasileiras ainda existente, que seria entregue por ocasião dos 50 anos da premiação, o que não chegou a acontecer por conta do avanço da enfermidade de Romy Medeiros. Neste evento de 2021, foi lançado o Prêmio EMERJ Mulheres do Ano, atrelado à entrega do Troféu Romy, como parte do calendário anual de eventos oficiais da Escola, com sua primeira edição em 2022.
Troféu Romy
O projeto do Troféu Romy foi concebido pelo arquiteto e artista plástico Fábio Sotero, que ofereceu gratuitamente sua obra para a EMERJ, doando oficialmente os direitos autorais à Escola por tempo indeterminado, inspirado na vida de Romy Medeiros, com o desejo de contribuir de alguma forma com a histórica e célebre luta das mulheres brasileiras, em nome da causa feminista no país.
12 de maio de 2026
Departamento de Comunicação Institucional (DECOM)