Pular para conteúdo
EMERJ

Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro

ícone da bandeira que traduz para o idioma Espanhol ícone da bandeira que traduz para o idioma Francês ícone da bandeira que traduz para o idioma Inglês ícone da bandeira que traduz para o idioma Português
Facebook da EMERJ Instagram da EMERJ X da EMERJ Youtube da EMERJ Flickr da EMERJ TikTok da EMERJ Spotify da EMERJ logo Threads  LinkedIn da EMERJ
Imagem da Fachada da EMERJ

Magistrados

Magistrados

Eventos

Eventos

Cursos Abertos

Cursos Abertos

Publicações

Publicações

Portal do Aluno

Portal do Aluno

Concursos EMERJ

Concursos EMERJ

EMERJ Virtual

EMERJ Virtual

Núcleos de Pesquisa

Núcleos de Pesquisa

Fale Conosco

Fale Conosco

ES | FR | EN | BR
 
Fale Conosco
Facebook da EMERJ Instagram da EMERJ X da EMERJ YouTube da EMERJ Flickr da EMERJ TikTok da EMERJ Spotify da EMERJ logo Threads  LinkedIn da EMERJ

EMERJ realiza o encontro Ações Judiciais Estratégicas contra a Participação Pública (SLAPPs): O Silenciamento do Debate Público e os Desafios para seu Enfrentamento no Brasil

Ícone que representa audiodescrição

O Fórum Permanente de Liberdade de Expressão, Liberdades Fundamentais e Democracia e o Núcleo de Pesquisa em Liberdades de Expressão e de Imprensa e Mídias Sociais (NUPELEIMS), ambos da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ), realizaram, nesta quarta-feira (19), o evento Ações Judiciais Estratégicas contra a Participação Pública (SLAPPs): O Silenciamento do Debate Público e os Desafios para seu Enfrentamento no Brasil.

O encontro aconteceu presencialmente no Auditório Desembargador Paulo Roberto Leite Ventura, com transmissão via plataforma Zoom, tradução simultânea e tradução para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Abertura

O presidente do fórum, professor do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Estácio de Sá (PPGD/UNESA) e doutor em Direito pela UNESA, desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), André Gustavo Corrêa de Andrade, destacou: “É uma grande satisfação receber todos os palestrantes aqui na EMERJ. Essa é a nossa 66ª reunião do Fórum Permanente de Liberdade de Expressão, Liberdades Fundamentais e Democracia, evento que também está sendo realizado com o NUPELEIMS. O tema que nos traz aqui nesta tarde é um assunto relativamente novo no Brasil em sua denominação, mas o fenômeno que ele descreve está longe de ser novo. Nós vamos tratar das ações judiciais estratégicas contra a participação pública, internacionalmente conhecidas pelo acrônimo SLAPPs. Em termos gerais, quando falamos de SLAPPs, falamos de situações em que o processo judicial deixa de ser utilizado para a tutela de um direito e passa a funcionar como um instrumento de intimidação, desgaste ou silenciamento de pessoas que participam de debates de interesse público.”

A presidente do Fórum Permanente de Direito de Família e Sucessões, desembargadora Katya Maria de Paula Menezes Monnerat, também compôs a mesa de abertura.

Palestrantes

A juíza auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), membro do Fórum Nacional do Poder Judiciário e Liberdade de Imprensa (FOLINJ/CNJ) e mestre em Direito do Estado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Camila Monteiro Pullin, pontuou: “Voltando um pouco no tempo, o FOLINJ foi criado pela Resolução n° 163 do CNJ, de 13 de novembro de 2012, sob a presidência do ministro Ayres Britto, no contexto pós-ADPF 130, da não recepção da antiga Lei de Imprensa pela Constituição de 1988. E os objetivos originais desse FOLINJ eram o levantamento estatístico de ações contra a imprensa; o estudo de modelos de atuação da magistratura em países democráticos; e a atuação integrada com a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) e escolas da magistratura.”

O procurador da República, procurador regional dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal (MPF) e doutor em Direito Público pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Julio José Araujo Junior, salientou: “A minha ideia hoje é tentar contribuir com o que já foi apresentado e trazer alguns dilemas práticos e algumas reflexões a partir da nossa atuação em casos concretos e no diálogo com as entidades de defesa da democracia e do jornalismo. Esse é um tema que remete muito ao episódio da Elvira Lobato que, como foi narrado, fez matérias importantes sobre a Igreja Universal entre 2007 e 2008 e sofreu uma avalanche de processos por todo o Brasil, gerando todo um aparato para a construção da sua defesa, por conta dessa pulverização de ações.”

A professora da Graduação da Escola de Direito do Rio de Janeiro da Fundação Getulio Vargas (FGV Direito Rio), membro do The SLAPPs Research Group e doutora em Direito Econômico pela Universidade de São Paulo (USP), Simone Lahorgue Nunes, concluiu: “Agora, me parece que estamos diante de um caso em que há dúvidas quanto ao conteúdo que foi apurado pelos jornalistas, mas isso, de maneira nenhuma, pode afetar o conjunto e o instituto que nós temos, não só do jornalismo como principal instrumento para a efetivação do princípio constitucional do direito à informação, mas também das garantias que esses jornalistas precisam ter para poder, então, fazer a sua parte, que é o sigilo da fonte. Então, nós temos advogados ruins, médicos ruins e, certamente, temos jornalistas também que não são bons profissionais, mas isso não pode, de maneira nenhuma, tirar o foco da importância desse profissional para que nós, como sociedade, possamos ter as informações e possamos dizer que efetivamente vivemos em uma democracia.”

Assista

Para assistir na íntegra, acesse: https://www.youtube.com/watch?v=xATXkHWQzNs

 

Fotos: Diego Antunes

19 de agosto de 2026

Departamento de Comunicação Institucional (DECOM)