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Diretor-geral da EMERJ participa da abertura da 7ª edição do Encontro Nacional de Mediação e Direito Consensual

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Nesta quarta-feira (2), o diretor-geral da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ), desembargador Cláudio Luís Braga dell’Orto, participou da abertura da 7ª edição do Encontro Nacional de Mediação e Direito Consensual.

O encontro, promovido pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (NUPEMEC) do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), em parceria com a Escola de Mediação (EMEDI), aconteceu no Auditório Desembargador Antônio Carlos Amorim.

Ao iniciar sua fala na mesa de abertura do evento, o diretor-geral da EMERJ, desembargador Cláudio Luís Braga dell’Orto, declarou: “É uma honra enorme para a EMERJ poder participar desta 7ª edição do Encontro Nacional de Mediação e Direito Consensual, tratando de um tema que é fundamental neste momento, que é exatamente a mediação e a tecnologia. Existem coisas que surgiram hoje que só estão entre nós porque decorrem da tecnologia. É essa tecnologia que está nos guiando em caminhos que muitas vezes não sabemos quais são, que geram e produzem conflitos que precisam ser resolvidos. A jurisdição tradicional é essencialmente beligerante e conflitante, nem sempre é capaz de pacificar as relações sociais. E a pacificação da relação social é da essência da Justiça. O TJRJ compreendeu essa relevância de termos uma escola dedicada e focada na preparação de pessoas, para caminharmos de mãos dadas na busca da melhor solução para os conflitos que acabam sendo inevitáveis na sociedade em que vivemos. Em nome da EMERJ, eu desejo que tenhamos um excelente evento.”

O corregedor-geral da Justiça do Estado do Rio de Janeiro e diretor administrativo da EMERJ, desembargador Cláudio Brandão de Oliveira, ressaltou: “Aqui no Estado do Rio de Janeiro, existem algumas instituições vinculadas à nossa atuação e que nos orgulham, mas são muito atreladas a quem lutou para que isso, efetivamente, fosse instituído. O desembargador Cláudio dell’Orto é o diretor-geral da EMERJ, que hoje é uma das melhores escolas judiciárias do Brasil, e todos nós lembramos do desembargador Cláudio Vianna de Lima, que foi quem, com muito custo, lutou para que ela fosse instituída. E a mediação aqui no TJRJ tem nome e sobrenome, porque foi a luta do desembargador César Cury que fez com que hoje o TJRJ pudesse se orgulhar de ter uma escola de mediação e um núcleo permanente, e de saber que a busca da consensualidade é uma política pública judiciária. E é exatamente isso: para nós aqui, a busca do consenso é uma política pública.”

O presidente do NUPEMEC, da EMEDI e do Fórum Permanente de Justiça Multiportas, Mediação e Justiça Restaurativa da EMERJ, desembargador César Felipe Cury, relatou: “É uma satisfação receber todos aqui no TJRJ para esta 7ª edição do Encontro Nacional de Mediação e Direito Consensual. Mais do que iniciar um congresso, essa é uma oportunidade para fazermos um balanço do que construímos, dos caminhos que percorremos e sobre aquilo que queremos construir. Nos últimos anos, o TJRJ avançou progressivamente de uma política de incentivo à mediação para a construção de uma verdadeira política institucional da consensualidade. E essa diferença é importante, porque não se trata apenas de realizar mais uma audiência ou mais uma sessão de mediação, não se trata apenas de produzir mais acordos. Trata-se de reconhecer que o conflito pode receber respostas diferentes e que a jurisdição adjudicada não constitui necessariamente a única, nem sempre a primeira e, em determinadas situações, nem a melhor forma de tratamento de uma controvérsia. Essa transformação não começou agora, ela é resultado de um processo institucional que atravessou sucessivas administrações deste Tribunal e que precisa ser reconhecida como uma construção coletiva.”

A primeira tesoureira da Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (AMAERJ), desembargadora Márcia Alves Succi, representou a presidente da AMAERJ, juíza Eunice Haddad, e destacou: “Esse encontro me faz rememorar os meus 30 anos de magistratura, quando começamos a fazer esse desenho. Começamos lá atrás, com máquinas de escrever e sem funcionários, mas os anos foram passando e o TJRJ foi acompanhando o movimento social e o reconhecimento da necessidade de novas ferramentas. E hoje, ao ouvir o juiz Juliano Carneiro Veiga e a desembargadora Vanderlei Teresinha Tremeia Kubiak, eu fiquei impactada com a forma como todos fizeram um resumo de como chegamos até aqui. E tudo isso foi vivenciado por nós ao longo da carreira, é muito impactante ver esse público na noite de hoje.”

O presidente do Fórum Nacional de Mediação e Conciliação (Fonamec), juiz Juliano Carneiro Veiga, pontuou: “O Rio de Janeiro é uma referência nacional e tem contribuído de maneira significativa para o fortalecimento e para a consolidação da política de autocomposição em todo o Brasil. Realmente, temos muitos motivos para celebrar e comemorar, é importante fazermos esses registros e celebrarmos esses avanços, ao mesmo tempo que identificamos os desafios que ainda se fazem presentes para que possamos, cada vez mais, avançar nesse fortalecimento da consensualidade.”

A vice-presidente do Fonamec, desembargadora Vanderlei Teresinha Tremeia Kubiak, concluiu: “A EMEDI é um projeto inédito no país e ela não visa somente à formação continuada do mediador e conciliador, que é um investimento importante que os tribunais precisam fazer, porque esse trabalho que os senhores e senhoras fazem é um trabalho de suma relevância. É importante essa qualificação e esse olhar continuado para a formação desses profissionais que estão ali para ajudar as pessoas a se reconectarem com elas próprias.”

Na sequência do evento, o teólogo, filósofo, escritor e professor Leonardo Boff realizou a palestra de abertura com o tema “Elementos de Conexão entre a Mediação e a Ética do Cuidado”.

 

Fotos: Diego Antunes 

2 de setembro de 2026

Departamento de Comunicação Institucional (DECOM)