Pular para conteúdo
EMERJ

Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro

ícone da bandeira que traduz para o idioma Espanhol ícone da bandeira que traduz para o idioma Francês ícone da bandeira que traduz para o idioma Inglês ícone da bandeira que traduz para o idioma Português
Facebook da EMERJ Instagram da EMERJ X da EMERJ Youtube da EMERJ Flickr da EMERJ TikTok da EMERJ Spotify da EMERJ logo Threads  LinkedIn da EMERJ
Imagem da Fachada da EMERJ

Magistrados

Magistrados

Eventos

Eventos

Cursos Abertos

Cursos Abertos

Publicações

Publicações

Portal do Aluno

Portal do Aluno

Concursos EMERJ

Concursos EMERJ

EMERJ Virtual

EMERJ Virtual

Núcleos de Pesquisa

Núcleos de Pesquisa

Fale Conosco

Fale Conosco

ES | FR | EN | BR
 
Fale Conosco
Facebook da EMERJ Instagram da EMERJ X da EMERJ YouTube da EMERJ Flickr da EMERJ TikTok da EMERJ Spotify da EMERJ logo Threads  LinkedIn da EMERJ

EMERJ realiza o evento Tribunais Administrativos e Inteligência Artificial

Ícone que representa audiodescrição

O Fórum Permanente de Gestão Pública Sustentável da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ) realizou, nesta sexta (4), o evento Tribunais Administrativos e Inteligência Artificial.

O encontro aconteceu no Auditório Desembargador Paulo Roberto Leite Ventura, com transmissão via plataforma Zoom e tradução simultânea para Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Abertura

A abertura foi conduzida pelo presidente do fórum, Magistrado Supervisor de Publicações e da Editora EMERJ, especialista em Direito Público pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) Jessé Torres, que declarou: ”O tema de hoje é um desafio enorme, está na ordem do dia e estará cada vez mais. Temos expositores excelentes.”

Palestrante

O evento recebeu como palestrante o advogado, procurador do Estado do Rio de Janeiro, professor de Direito Administrativo e mestre em Direito Público pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Rodrigo Zambão, que proferiu: ”O tema Tribunais Administrativos e Inteligência Artificial tem suas complexidades e precisa ser enfrentado. A pessoa que diz que não quer lidar com o tema da Inteligência Artificial ficará muito para trás. Refletir sobre os impactos da inteligência artificial é pensar o presente e, naturalmente, tomar cautelas para o futuro. O Estado lida com demandas não só quantitativamente novas, mas qualitativamente novas. O Estado passa a lidar com demandas sociais, climáticas cada vez mais complexas e novas relações sociais de trabalho e econômicas, sobretudo com o impacto da tecnologia. Hoje, é como nós vivenciássemos uma disrupção por dia. A inteligência artificial já está dentro do mercado e do Estado. Eu pretendo explorar o tema em três chaves. A primeira delas é a utilização de algoritmos de inteligência artificial pelo poder público e o impacto disso na função administrativa; a segunda, é identificar que, hoje, nós somos intensamente regulados por entes não estatais e; em terceiro lugar, como regular a inteligência artificial e como refletir sobre estratégias regulatórias sobre a inteligência artificial.”

Debatedores

O debate contou com a participação da advogada, professora de Direito Ambiental, membro da Associação dos Professores de Direito Ambiental do Brasil (APRODAB) e Doutora em Sociologia e Direito pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Roberta Lima, que elucidou: ”Vivemos um tempo em que o Direito não basta. Uma coisa que temos discutido muito é o uso ético da IA, já que não dá para proibir. E como seria o uso ético? Quais são os impactos socioambientais de tudo que nós vivemos? Quando falo do uso ético, seria sob quais condições o uso da IA pelo Estado pode ser considerado legítimo, como é essa legitimidade na mediação algorítmica dentro do poder administrativo. Tudo que é operado por uma máquina, que é operacionalizado, se tiver um erro de comando, significa um erro na vida de várias pessoas.”

O professor de Direito Administrativo da Uerj e doutor em Direito Público pela Uerj, André Cyrino, concluiu: ”O que caracteriza a modernidade é menos uma demanda pela liberdade e mais uma demanda por racionalização. A modernidade se explica pela razão. A partir da razão é que se chega à ideia de que todos os homens e mulheres devem ser livres e iguais. O Direito Administrativo em larga medida é um capítulo dessa história. A modernidade tem a racionalidade como parâmetro e essa racionalidade produz uma série de processos e sistemas. A grande questão da IA, para mim, é: como legitimar o exercício do poder quando ele passa a ser exercido por estruturas cada vez mais complexas e menos transparentes, de dificílima compreensão? Decisões que serão tomadas quer queiramos ou não com a utilização da inteligência artificial. A IA está em toda parte.”

Assista

Para assistir na íntegra, acesse: https://www.youtube.com/watch?v=QvvmvD5PdCk

 

Fotos: Mariana Bianco

4 de setembro de 2026

Departamento de Comunicação Institucional (DECOM)