A Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ) realizou, nesta segunda-feira (19), o evento “Soberania Ambiental em Xeque: A Colonialidade do Poder na Internalização de Compromissos e seus Efeitos sobre a Biodiversidade”.
O encontro aconteceu presencialmente no Auditório Desembargador Paulo Roberto Leite Ventura, com transmissão pela plataforma Zoom e tradução simultânea para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Abertura
O diretor-geral da EMERJ, desembargador Cláudio Luís Braga dell’Orto, destacou: “Estamos aqui hoje para o lançamento da obra Soberania Ambiental em Xeque: A Colonialidade do Poder na Internalização de Compromissos e seus Efeitos sobre a Biodiversidade, de autoria da juíza Admara Falante Schneider. Esta obra, lançada pelo selo da Editora EMERJ, é fruto da pesquisa de Sua Excelência na Escola Superior de Guerra. Nós tivemos a oportunidade, neste biênio em que ocupamos a direção da EMERJ, de consolidar talvez um dos grandes sonhos que tínhamos aqui na nossa Escola: sermos uma escola que, além de ter uma biblioteca, também tenha uma editora. Além de sermos um repositório de livros e de conhecimento jurídico, temos também a oportunidade de oferecer à sociedade e à comunidade acadêmica, de modo geral, livros e publicações impressas e digitais que são frutos dos trabalhos e pesquisas acadêmicas de colegas, juristas, professores e pessoas que se dedicam ao estudo e ao aperfeiçoamento do Direito.”
O supervisor da Editora EMERJ, docente e conferencista emérito da EMERJ, desembargador Jessé Torres Pereira Junior, relatou: “Cumprimento a autora do livro, a juíza Admara Falante Schneider, com quem eu tive a oportunidade de trabalhar há muitos anos. Eu já sou aposentado, mas ela tem muitas contribuições pela frente para o Poder Judiciário do Rio de Janeiro e, agora, diante deste livro, sua contribuição para a cultura brasileira. Eu fiquei imaginando qual poderia ser a minha participação neste encontro para destacar exatamente o que, no meu sentir, a juíza Admara Falante Schneider está dizendo de mais importante, para que este livro influencie o pensamento da magistratura fluminense, mas não só o pensamento dos juristas brasileiros, como também o pensamento da política brasileira em relação a este tema.”
A autora da obra, juíza Admara Falante Schneider, ressaltou: “Já tinha passado pela minha cabeça como o Brasil, com o poder que tem em recursos naturais, não conseguia se fortalecer como uma nação rica e que direcionava as políticas no cenário internacional. Só que, até então, eu nunca tinha estudado nem me deparado com a cadeira da geopolítica, assim como suas teorias e seus estudos acadêmicos. Até eu chegar à Escola Superior de Guerra, em 2018, tudo o que pensava era pura teoria da conspiração, porque não conseguia transformar em linguagem acadêmica aqueles princípios e aqueles ensinamentos sobre os quais eu precisava me deter. Eu não tinha; só tinha o feeling e, a partir disso, comecei a estudar as relações internacionais e como as pressões internacionais se dão. Tive a feliz ideia de fazer a prova e fui aprovada no mestrado da Escola Superior de Guerra, que teve início em 2019, e eu entrei em 2023, pouco tempo depois de ser instalado. Lá eu cheguei e não sabia nada de relações internacionais, mas, durante dois anos, tive a oportunidade de me deparar com uma quantidade enorme de teorias acadêmicas que proporcionariam essa produção aqui.”
O membro do Fórum Permanente de Direitos Humanos da EMERJ, Guilherme Sandoval Góes, concluiu: “É uma honra muito grande poder estar aqui com os senhores para falar dessa obra paradigmática da juíza Admara Falante Schneider. Tive a oportunidade de acompanhar diretamente a construção desse livro, que, eu não tenho dúvidas, pode ser uma grande referência para o Direito brasileiro e para a geopolítica brasileira. Eu digo isso porque essa obra conseguiu trazer a linhagem epistêmica do geodireito, e o geodireito é um ramo da ciência muito pouco estudado no Brasil, porque se estuda exatamente a relação entre a geopolítica, o poder do Estado e a ordem jurídica, seja ela interna ou internacional.”

A programação contou com o lançamento da obra da Editora EMERJ Soberania Ambiental em Xeque: A Colonialidade do Poder na Internalização de Compromissos e seus Efeitos sobre a Biodiversidade, de autoria da juíza de Direito Admara Falante Schneider.
Assista
Para assistir na integra, clique aqui: https://www.youtube.com/watch?v=MwsvslBKuM4
Fotos: Diego Antunes
19 de outubro de 2026
Departamento de Comunicação Institucional (DECOM)